terça-feira , 23 Janeiro 2018
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Escolas da rede municipal começam a receber kits de robótica do Procurumim

A primeira unidade a receber o material foi a Escola Municipal de Educação Especial André Vidal Araújo (Foto: Lton Santos)

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) iniciou nesta quarta-feira (10), a entrega dos kits de robótica do Projeto do Clube de Linguagem e Programação e Robótica (Procurumim) para que já sejam utilizados no ano letivo de 2018, em 54 unidades de ensino, alcançando mais de dez mil alunos. Criado em 2016, o projeto busca proporcionar aos estudantes a multialfabetização, trabalhando diversas disciplinas como ciência e matemática, por meio da robótica e linguagem de programação.

O material será entregue para 17 unidades de ensino das zonas Centro-Sul e Sul, 15 para zona Leste, nove para escolas situadas na Zona Norte da cidade, 10 localizadas nas zonas Oeste e Centro-Oeste, além de três em escolas rurais atendidas pela rede municipal de ensino.

Segundo o gerente Jerry Maquim, a secretaria pretende distribuir os kits até o dia 18 de janeiro. “A distribuição será feita diretamente nas escolas contempladas pelo programa. Estamos com uma meta de entregar em 10 escolas por dia, iniciando pela Divisão Distrital Zonal (DDZ) Sul, para que possamos concluir as entregas, no máximo, em sete dias úteis e terminar, definitivamente, no dia 18 de janeiro”, enfatizou.

Cada kit é composto de cadernos do aluno, cadernos do professor e um robokit. Ao todo, serão 10.784 cadernos para alunos do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, 489 cadernos para professores e 139 robokits.

Os cadernos apresentarão uma série de possibilidades para o desenvolvimento do trabalho em sala de aula, assim como na compreensão dos conteúdos de robótica repassados aos estudantes. Já o robokit vai introduzir o estudo da robótica, a partir do uso de blocos de montagem, sensores, LED, cartões e leitor de código de barras.

O aparato pedagógico ajuda, ainda, a construir diferentes conceitos de montagem, programação simples e como essa tecnologia é utilizada no cotidiano. Além disso, trabalhar de forma interdisciplinar, por exemplo, com conteúdos de automação, matemática, programação por blocos e raciocínio lógico.

A primeira unidade a receber o material foi a Escola Municipal de Educação Especial André Vidal Araújo, que atende alunos com deficiência e terá mais uma ferramenta para trabalhar a reabilitação e inclusão desses estudantes. O diretor da unidade, Elivan Dantas, explicou como o kit será utilizado. “Então todos os projetos educacionais desenvolvidos pela Prefeitura de Manaus há essa preocupação com a inclusão dos alunos com deficiência. Fomos escolhidos para participar do projeto, justamente, para inserir os alunos no mundo das tecnologias assistivas, como também fazer com que eles melhorem a parte cognitiva, melhorando a interação e aprendizado”, comentou.

Critérios de escolha

Para participar das atividades do Procurumim, a Gerência de Tecnologia Educacional (GTE) da Semed estabeleceu alguns critérios de seleção das unidades, entre eles está a boa colocação das escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Outros critérios são a existência de Telecentros e monitores de Telecentros nas escolas.

Segundo Aldemira de Araújo Câmara, gerente da GTE, os kits serão uma importante contribuição ao trabalho dos professores e ao ensino oferecido em sala de aula. “Com o uso pedagógico deste recurso e aliando teoria à prática, possibilitamos aos estudantes o desenvolvimento de competências, como trabalho em equipe, autodesenvolvimento, capacidade de solucionar problemas, senso crítico, exposição de pensamentos, criatividade, autonomia, responsabilidade, postura empreendedora, entre outras”, disse.

Procurumim

O Procurumim é uma estratégia pedagógica, desenvolvida para incentivar os alunos da rede pública municipal e suas habilidades cognitivas, interpessoais e intrapessoais, focadas na fluência tecnológica, que formam o aluno do século 21, para que seja desenvolvido o raciocínio lógico e fazendo com que os alunos não sejam apenas consumidores de tecnologia, mas criadores de conteúdo.

Com informações da assessoria

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