terça-feira , 19 fevereiro 2019
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Tratamentos contra cálculos urinários avançam e tornam-se menos agressivos

A ureteroscopia flexível tem como principal característica, o acesso pela uretra, para o alcance das populares ‘pedras’ (Fotos: Divulgação)

 

Manaus/AM – Com o advento das novas tecnologias, acompanhado dos avanço cirúrgicos, tratamentos antes invasivos, deram lugar a intervenções menos agressivas, promovendo uma recuperação mais rápida e menos traumática ao paciente. Essa é a proposta da endourologia voltada para cálculos urinários, subespecialidade da urologia que tem como uma das técnicas, a ureteroscopia flexível, procedimento realizado sem cortes.

A técnica tem como principal característica, o acesso pela uretra, para o alcance das populares ‘pedras’, que acometem, em geral, pessoas com idade entre 20 e 40 anos, e podem se alojar nos rins ou no canal urinário, causando incômodos e dores frequentes em homens e mulheres, explica o cirurgião urologista da Urocentro Manaus, Dr. Giuseppe Figliuolo.

De acordo com ele, os cálculos são partículas sólidas que se acumulam no trato urinário e podem se alojar em diversos locais. O fator hereditário, comprovadamente, também é considerado um agravante para o desenvolvimento dos cálculos, assim como uma dieta rica em sal e proteína animal. “Há pessoas que já têm pré-disposição para a formação de cálculos. Para essas, a atenção deve ser redobrada”, destacou.

Os principais sintomas são: dores ao urinar, sangue na urina, náuseas, vômitos, calafrios e até febre causada por infecções. Já o diagnóstico é feito através de exames complementares de imagem, avaliação clínica por um urologista e exames laboratoriais.

Como são formados?

“Os cálculos são formados, geralmente, por algumas substâncias do sangue, a exemplo do cálcio, ácido úrico, oxalato, ou, cistina (um tipo de aminoácido), que, geralmente, estão combinados com o baixo consumo de líquidos, especialmente, água”, destaca. Daí a importância de consumir, pelo menos, dois litros de água ao dia. O uso de sucos de frutas cítricas, como limão e laranja, ajuda na prevenção

Dependendo do tamanho do cálculo, a técnica minimamente invasiva, que inclui videolaparoscopia (pequenas incisões de até dois centímetros, para o acesso de pinças e uma microcâmera), é indicada, pois causa menos dano aos tecidos, menor sangramento e uma alta hospitalar mais rápida.

Com as mesmas vantagens, o tratamento endourológico com técnica de ureteroscopia flexível sem cortes, também pode ser utilizado, dependendo da localização das pedras. A diferença, neste caso, é que não há necessidade de incisão.

Principais modalidades

Dependendo do tamanho e da localização do cálculo, ele também pode ser tratado por litotripsia extracorpórea por ondas de choque, que requer a focalização a distância, das ondas de choque.

Outra opção é a cirurgia renal percutânea (cálculos renais maiores de dois centímetros, ou, anomalias intrarrenais), realizada via punção lombar com uma agulha guiada com radioscopia, ou, pela ureteroscopia (introdução de ureteroscópio via uretra, com uso de anestesia).

“Assim, conseguimos visualizar os cálculos em um monitor de TV e fragmentá-los com brocas (litotridores) ou laser, retirando-os em seguida”, explicou Figliuolo. O especialista ressaltou que nos procedimentos menos invasivos, a alta hospitalar deve ocorrer em, no máximo, dois dias, se não houver intercorrência.

*Com informações da assessoria

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